Quando a CBB divulgou ontem a lista dos 20 pré-convocados para começar os treinos com a seleção, entre eles tinha o nome do norte-americano Larry Taylor, que joga no Bauru desde 2008, ano em que começou sua carreira no Brasil.
Muito polêmico, esse assunto não saiu da boca daqueles que acompanham o basquete. Vários blogs escreveram sobre o assunto e muito se foi falado e julgado precipitadamente. Levantaram questões como: "a CBB tenta naturalizá-lo para ele compor a seleção", ou então que "norte-americano na seleção é um absurdo, está tomando a vaga de um brasileiro" e até a xenofobia foi usado por alguns para defender a convocação de Larry.
A questão é: tem-se que procurar saber o verdadeiro motivo da naturalização dele, e se é só um acaso a convocação dele. Pois realmente é um absurdo naturalizá-lo só pra ele poder jogar, ocupar uma vaga em que o Brasil está em falta há tempos. Mas se o motivo da naturalização começou por ele, por ele gostar do Brasil e querer tentar uma vaga na seleção, ai sim, palmas para ele, pois mostra que gosta do nosso país. Como o Guilherme Tadeu (Giro no Aro) falou no twitter, que acha o Taylor mais brasileiro que o Nenê.
Não se pode usar da xenofobia, xingamentos e outras coisas mais para tentar expor a sua decepção com a convocação dele, pois ai sim o estúpido está sendo você. Só porque ele é do EUA, ele não pode jogar pelo Brasil? Se vocês bem se lembram, e como o Fábio Balassiano e o Giro no Aro disseram em seus textos, não seria o primeiro caso de naturalização de grandes esportistas que vieram a defender o Brasil. Só na seleção de basquete bicampeã em 1959 e 1963, tivemos jogadores naturalizados defendendo a seleção e que, naquela mesma seleção, eram jogadores indispensáveis para que conseguíssemos o título. Em 1959, Amaury Passos, que é portenho, jogou e foi campeão mundial e foi o melhor em quadra pela seleção. No mundial seguinte, em 1963, Amaury novamente foi campeão e foi eleito um dos melhores do mundial, participando da seleção do campeonato, juntamente com ele, tinha mais dois jogadores naturalizados, que eram Sucar, argentino de nascença, e Victor Mirshauswka, polonês.
Sabemos que julgar é fácil, mas temos que parar de nos preocupar com esse julgamento precipitado e esperar, pois vai que Taylor consiga sua naturalização e seja um dos 12, ele poderá fazer um belo pré-olímpico e nos fazer refletir, mas ele também pode não fazer nada no pré-olímpico, ai sim as críticas serão triplicadas e cairão sobre ele e a CBB (que já está acostumada a ser criticada).A seleção não é local para testes, mas sim para mostrar o seu potencial máximo. Se Magnano, que é argentino, achou que ele tem capacidade para fazer parte do time, então que vá e faça uma bela apresentação e, em coletividade, ajude a seleção a conseguir uma sonhada vaga para a Olimpíada, ocasião que não sabemos o que é há muito e muito tempo.
Então confiemos nas escolhas de Rubén Magnano, pois ele tem carga suficiente para saber o que é bom ou não para uma seleção alcançar o ápice e o sucesso.
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