Junho está sendo, principalmente para nós, o mês para acompanharmos as evoluções de nossas bases, principalmente as sub-16, 17 e 19, pois estava, está e estará participando, respectivamente, de torneios importantes.
Por que é bom acompanharmos a evolução? Pois em junho também foi a convocação da seleção principal e muito se falou sobre a convocação de um norte-americano, quase naturalizado, como armador, já que tem tempo que não somos capazes de formar um bom armador, digno de seleção, que tenhas características impares, já que na mesmice, somos experientes em criar.
Começando pelo mundial sub-16, que o Brasil foi desclassificado pela Argentina (como é de praxe), agora irá disputar, contra o México, hoje mesmo (20:00 horas - horário de Brasília), o quinto lugar. Contra a Argentina, ontem, o Brasil até que jogou bem, empatando os dois primeiros quartos (16-16 e 18-18), mas já no terceiro quarto, os argentinos souberam jogar, tirando proveito do Brasil e no último, defenderam bem, não dando chance para o Brasil encostar e tentar uma reação.
O lado positivo dessa partida foi que, mesmo falando que a Argentina era superior ao Brasil; Que os hermanos perdeu só por poucos pontos do EUA e que ganhou da Costa Rica por tantos outros, ao contrário da nossa seleção, mostrou que o Brasil tentou, batalhou e quase conseguiu. O trabalho realizado pelo técnico André Germano e sua comissão foi perfeita. Toda a equipe do sub-16 está de parabéns. Já o negativo é saber que ainda caímos para a Argentina. Que nos preocupa desde a menor base até o profissional. Que é sempre nossa "pedra no sapato". O trabalho agora é aprimorar pra saber jogar contra os grandes.
Pelo sub-17, ao comando de Demétrius Ferrcciú, a seleção ganhou da equipe do Morrón (equipe portenha que jogou com jogadores de 19 anos), que deu muito trabalho aos garotos. E hoje, o Brasil venceu o Uruguai jogando com um belo sistema defensivo (segundo informações). Não tenho muito o que falar, pois não venho acompanhando a evolução do sub-17.
Agora é o sub-19, que perdeu agora pouco para a Austrália. Eu sei que está apenas num torneio preparatório para o mundial, mas não é só por isso que irá jogar de qualquer jeito. Com uma defesa tremendamente horrível, sempre aberta, o Brasil não conseguiu preocupar os australianos, nem por um pouco de medo, pois sempre estava atrás, e quando esboçava uma reação, começava bem e logo depois de encostar no placar, a defesa ficava totalmente fraca, aberta para as bolas do time adversário.
Ainda da tempo de ver onde há erros, para arrumá-los, onde pode melhorar e o que pode ser feito para que, na hora da competição, a equipe brasileira possa entrar em quadra e fazer bonito, levantando, um pouco, a moral do basquete brasileiro que está lá embaixo. O Brasil tem um time forte que entrosado fica bem competitivo, espero que José Neto, técnico da seleção, consiga fazer com que esses meninos joguem basquete de um modo como nunca jogaram.
Uma coisa é certa, a seleção sub-19 precisa calibrar mais a mão, ter uma defesa consistente e firme, que não ceda a qualquer pressão e aprender a jogar no coletivo, distribuindo a bola, fazendo-a girar até encontrar o melhor momento para a finalização.
O que nos resta é só analisar e cobrar da entidade maior, a CBB, um apoio reforçado para a formação de jovens talentos em todas as posições, cada um com um talento presencial, marcante, para não ter que recorrer a naturalização de algum outro jogador (que essa novela tenha acabado, pois já está chato o povo falando isso e aquilo).
Nenhum comentário:
Postar um comentário